Boa sorte amigo…

É… realmente a vida é cheia de idas e vindas. As vezes mais idas! rsrs

Depois que meu filho nasceu choro com muita facilidade, então vou escrever para não chorar dizendo pessoalmente… rs

Quando eu e minha esposa chegamos ao Espírito Santo começamos a estudar o Aikido sozinhos. Muitas vezes estivemos só eu e ela no tatame, muitas vezes ela não podia ir e eu ia sozinho, até que apareceu nosso primeiro aluno, o Léo – isso há 5 anos atrás.

Seguindo o curso tradicional de qualquer relacionamento baseado em dedicação e confiança mútuas, Léo se tornou mais que um aluno, se tornou amigo. Já saímos juntos, já o levei em sua casa, ele já veio a minha, já almoçamos juntos, jantamos juntos, já conheci sua namorada-esposa, o escutei quando foi necessário, puxei a orelha quando foi preciso, incentivei, ensinei, e muito mais que tudo isso… aprendi! Sim… aprendi!

Conheço poucas pessoas tão determinadas. Léo é um exemplo de perseverança, e hoje, quando preciso fazer algo que sei que não vai poder ser concluído logo ou no tempo que eu desejaria, lembro dele, e sei que devo perseverar pois se eu quiser vou atingir meu objetivo.

Léo dentro de poucos dias vai se mudar, vai deixar o Espírito Santo para viver e trabalhar em outro estado, e nesta nova caminhada, só posso lhe desejar sucesso e boa sorte. Sei que você tem o que é necessário para vencer em qualquer lugar, então, vá em paz e seja muito feliz. Não vamos nos ver com tanta frequência, mas lembre-se que o Senshin – Espírito Santo, é sua casa, e você será sempre muito bem vindo aqui.

Obrigado pelas lições e pelos exemplos no dojo. Abraço amigo… nos vemos nos tatames por aí!

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Filosofia de treino e de vida…

DSC_0045Eu não falo muito durante o treino…

Sou da opinião que, como instrutor, tenho que ter consciência de que não sei absolutamente nada e que as artes marciais mudam constantemente. Para acompanhar esse fluxo, o silêncio da mente é algo importante para estar no tatame e estar atento às mudanças instantâneas que acontecem conosco, com a intenção dos nossos parceiros, com o ambiente… Praticar uma arte marcial é muito mais complexo que mexer pés e mãos.

Aqui no Espírito Santo estamos um pouco “ilhados” literalmente. É preciso ralar um bocado para se manter ativo e aprendendo. Sempre que posso participo de seminários nacionais e internacionais, e isso cuida da parte física (não como eu gostaria, mas cuida… =D )… Aí vocês me perguntam  – mas e a filosofia da arte Cadu, como posso estudar isso se você não fala nos treinos!?!?

Bom… há várias fontes, a maioria sendo livros da cultura oriental. Se você conseguir proximidade com algum sensei capacitado, melhor ainda… essa cultura pode vir através da convivência. Não é o meu caso! =/

Eu estudo fotografia, e por isso, assisto um bocado de filmes… e claro que minha paixão pelas artes marciais me faz escolher alguns títulos repulsivos aos olhos dos críticos do cinema e também da fotografia, mas paciência, adoro filmes de artes marciais e lutas, mesmo que o contexto seja horrível… #prontofalei

Há alguns dias vi um filme onde um mestre dizia algumas frases bem marcantes para o aluno.

“It’s not about anger – it’s about peace. It’s not about power – it’s about grace. It’s not about knowing your enemy – it’s about knowing yourself.”

Traduzindo literalmente e incluindo minhas reflexões para a prática do Aikido.

Praticar o Aikido não deve ser motivado por raiva ou desavenças, não deve ser para solucionar um problema de agressão ou bullying, mas sim para procurar soluções inteligentes e pacíficas para nossos problemas internos, para aprender a controlar nosso maior inimigo – nós mesmos.

Praticar o Aikido não deve ser sobre ter poder sobre os demais. Segundo Lao Tzu dominar outros é uma demonstração de força, dominar a si mesmo é demonstração de poder. A prática deve ser assertiva e bem intencionada, seus movimentos devem ser polidos e graciosos, evitar o uso da força bruta e atingir este nível de controle/poder, deve ser, na minha opinião, um dos objetivos de quem pratica uma arte marcial.

Praticar o Aikido não deve ser somente sobre antecipar movimentos e estudar seu agressor. Conhecer o seu inimigo pode garantir uma boa vantagem num combate, mas se você não conhece a si mesmo, não sabe se poderá fazer o que é necessário para derrotá-lo. Segundo Sun Tzu, a suprema arte na guerra é derrotar seu inimigo sem lutar.

“Conhece a ti mesmo.” Sócrates.

Bons estudos galera!

E lembre-se, nada do que eu digo ou escrevo é verdade absoluta… é somente minha opinião e por eu trilho meu caminho!

 

 

O que é Aikido para você!?

Parece uma pergunta simples, mas depois de tantos anos praticando, ainda não encontrei minha definição…

A única coisa que sei é que o tatame é minha casa… meu porto seguro.

Uma das definições que mais gostei de ouvir foi – “Sensei o que é Aikido? Não sei, mas venha comigo ao tatame que posso lhe mostrar!” =)  Outra foi deixada por um dos alunos do Senshin Dojo há poucos dias em nossa página no facebook. Abaixo transcrevo a definição para que você também possa refletir sobre o que é o Aikido pra você.

Boa reflexão!

Aikido: alguns chamam de arte da paz, outros dizem, dando um tom mais místico, que é a arte da energia vital… para mim, este modo de fazer Aikido que tenho treinado com o pessoal do Senshin Dojo poderia ser chamado de “a vigorosa suavidade”. Tudo é feito sem muita força, sem golpes duros claros, mas é extremamente perigosa, enérgica e agressiva. Treino faz apenas três anos e por hora é assim que consigo descrever este Aikido: vigorosa suavidade. Fernando Yonezawa.

 

Nage: Fernando Yonezawa (à direita), Uke: Victor Barlez (à esquerda).

Nage: Fernando Yonezawa (à direita), Uke: Victor Barlez (à esquerda).

Você pratica Aikido?

Você pratica Aikido!?

Fala galera…

Se alguém te parasse hoje e visse você usando uma camiseta onde se lê “Aikido” em caixa alta, negrito, numa cor gritante e bem destacada, e perguntasse – Você treina Aikido? – por mais obvio que possa parecer, tenho certeza que você responderia – Sim, pratico! – mas aí eu te pergunto – você realmente pratica Aikido?

O termo prática é, por definição, ensaiar um comportamento várias vezes, ou se engajar numa atividade repetidas vezes, com o propósito de melhorá-la ou dominá-la de forma maestral. Como o ditado diz – “A prática leva à perfeição.”

Equipes esportivas e atletas praticam para competir em provas, desempenhando o ato praticado, e para vencerem, é necessário muita prática. Tocar um instrumento musical de forma emocionante requer muita prática. Ou seja, a prática, é um método de aprender e adquirir experiência em uma atividade, certo!?

Sim… certo.

Mas gostei bastante da visão de um professor de Aikido, com o qual tive a oportunidade de treinar há pouco tempo. A prática não leva à perfeição, a prática leva a um hábito, e se este hábito for débil, você nunca vai chegar à perfeição.

Isso faz muito sentido, não faz!?

Pensando dessa forma, criar um bom hábito em sua prática, requer boa instrução e frequência… não vamos entrar aqui no mérito da boa instrução, mas sim no da frequência. Quantas horas por semana você assiste TV!? Quantas horas por semana você desenvolve outras atividades!? Quantas horas por semana você dorme!? Quantas horas por semana você pratica Aikido!?

Você pratica Aikido?

Defesa Pessoal x Artes Marciais

Vamos lá!

Sempre reluto em falar do assunto, pois como outros tantos, nossa sociedade atual tende a banalizar certos aspectos de um conceito.

Então, vamos levantar uma questão: “Você sabe o que é Defesa Pessoal!?”

Pronto, garanto que na cabeça de várias pessoas já surgiram imagens do Bruce Lee, do Van Damme, do Jet Li, Jackie Chan, e claro, Steven Seagal. Mas será que isso, essa imagem que você resgatou em seu repertório, é realmente defesa pessoal!? Vamos tentar esclarecer e ampliar um pouco este conceito, e desmistificar o que vocês viram nos anos gloriosos destes atores dos filmes de ação.

Segundo o Wikipedia defesa pessoal é:

“… uma contra medida que envolve defender alguém, uma propriedade, o bem estar de outro contra algum perigo. O uso do direito da defesa pessoal como justificativa legal para o uso de força em situações de perigo, é permitida em muitas jurisdições, mas as interpretações variam grandemente.”

Daí podemos entender que defesa pessoal, não trata-se somente de técnicas mirabolantes COREOGRAFADAS nos filmes de ação. Defesa pessoal é algo muito maior, e muito mais complexo, portanto, deve ser tratada com muita responsabilidade.

Muitos instrutores de artes marciais levantam a bandeira da defesa pessoal entre os benefícios oferecidos pelo estudo de sua modalidade. E eu te pergunto!? – “Pode isso produção!?”

Claro que pode… pagando bem, que mal tem!?

Mas eles te avisam que você só vai usufruir desse benefício, do modo que você imaginou, depois de pelo menos 10 anos de muita dedicação em treinos, e provavelmente, depois de muitas lesões!? Nããooooo!?!? Pois é!

Há semanas atrás vi um vídeo de Aikido, cujo título original é “Aikido – Street Story” produzido pela Video Jinak (http://www.videojinak.cz/). O ator principal é um praticante de Aikido, Tomáš Kontakt, 3º Dan, aluno de Tissier Shihan. Ele é responsável pelo Usagi Dojo em Praga, República Tcheca. Confere aqui o site do dojo dele: http://www.usagi-dojo.cz/

Não demorou muito pra baixarem o vídeo por aqui e publicarem novamente com o nome “Aikido – Defesa Pessoal Urbana”, e usarem como ferramenta de marketing. Mas, seria isso mesmo a intenção do autor!? Aqui está o vídeo com seu nome original, assiste aí…

http://www.youtube.com/watch?v=ZVDV_4xDh4o

Bem bacana, né!? Mas, vocês viram também o “behind the scenes”!?!? Nãooooooo!?!? Vou facilitar para vocês… clica aí.

http://www.youtube.com/watch?v=fedBJBIsYmE

Eu queria ter falado sobre esse vídeo assim que ele saiu, mas estava escolhendo as palavras certas. Encontrar o planejamento dele, o behind the scenes, me deu esse ponto de vista, pois o trabalho compartilhado pelos autores é bacana, e quero deixar isso bem claro aqui.

O que vale lembrar é que, por trás daquilo, houve uma preparação, e tudo foi COREOGRAFADO. Numa situação real, provavelmente, as coisas não seriam daquela forma. Não estou dizendo que o resultado seria diferente, mas também não descarto essa possibilidade. Segundo estudo realizado na Universidade de Lawrence, por Madden, Margeret E., alguns relatos podem sugerir que matricular-se num curso de defesa pessoal pode melhorar sua percepção de controle e reduzir sentimentos de vulnerabilidade, e este conteúdo é sempre desenvolvido em aulas de artes marciais. Para avaliar os efeitos desta prática sobre a percepção de controle e vulnerabilidade, 142 pessoas (destas 59 praticantes de artes marciais), selecionadas randomicamente em 10 universidades, responderam a um questionário. Pasmem, os praticantes de artes marciais obtiveram resultados inferiores em controle e superiores em vulnerabilidade. Ou seja, matricular-se num curso de defesa pessoal/artes marciais pode não te ajudar a se controlar ou a sentir-se menos vulnerável numa situação de stress, pelo menos, não nos primeiros anos de prática, segundo este estudo.

Lembra do que eu disse lá em cima!? 10 anos amigo… 10 anos, no mínimo!

Pratico Aikido há mais de 15 anos, e sempre penso em evitar conflitos de forma inteligente – sem conflito. Aikido, defesa pessoal e artes marciais, são mais do que o cinema mostra. Como praticante desta modalidade, sinto-me na obrigação de levantar este ponto, para que leigos também possam refletir sobre essas cenas, sem comprar idéias diferentes das originais.

Ps.: assista o primeiro vídeo até o final, depois dos créditos também… o outro resultado possível também é retratado lá, por isso o autor do vídeo foi responsável!

Valeu galera!

Mais educação… menos competição…

Vivemos numa sociedade competitiva. Concordo que a competição pode ser algo saudável, mas ela tem seus limites e, definitivamente, não pode extrapolar certos âmbitos.

Para tudo há filas, e quem chega primeiro, é VENCEDOR!? Isso cria a sensação de que, mesmo no supermercado, você precisa chegar primeiro na fila dos frios, precisa passar com seu carrinho por cima do pé dos outros se quiser chegar primeiro na fila da carne, não precisa se importar em respeitar um idoso, uma gestante ou uma pessoa com necessidades especiais se eles chegarem depois de você na fila, afinal, se você abrir mão de seu lugar, não terá vencido a prova da sua vida no supermercado.

Você não precisa se preocupar em ser educado, pois educação dispende tempo, conexão, dedicação, e quem quer ser vencedor, precisa estar focado e não pode ter esse luxo. Se você estiver a caminho do trabalho, não pode perder tempo olhando nos olhos do gari e cumprimentá-lo com um simples – “BOM DIA!”, senão, você vai perder o primeiro lugar na fila para embarcar no transporte coletivo ou para estar na primeira fila do semáforo.

Somos criados para ser competitivos, e pra mim, essa é uma das maiores falhas da sociedade atual. E desculpe-me, mas se você faz isso aí de cima, tu é um tremendo de um babaca! #prontofalei

Não quero ensinar meu filho a ser assim, por isso, não pretendo matriculá-lo na natação para participar de competições. Se ele quiser nadar vou incentivá-lo a praticar a modalidade pelo simples prazer de estar na água e de estar com amigos. Se ele quiser jogar futebol, que seja pela diversão, pela possibilidade de ficar mais hábil e ser saudável, não pela competição. Se ele quiser praticar artes marciais, que seja pela possibilidade de aprender a respeitar o próximo e conviver em sociedade, não pela competição.

Não há nada de errado em falhar, em estar em segundo lugar. A falha traz possibilidades de aprendizado.

No Aikido aprendi que cair não é uma falha, mas sim uma qualidade que me torna flexível, adaptável a uma situação de risco. Cair me torna capaz de não ter medo de arriscar com medo de ver minha cara no chão, isso é aprendizado não competitivo, pois quando levanto, sou mais forte, e tenho certeza que posso oferecer o mesmo para o meu parceiro de treino. Quando me arrisco a cair, percebo meus limites, e avalio o quanto posso ir além deles. E o mais importante, aprendi que após a queda sempre há a retomada… sempre me levanto, portanto, não há necessidade de competir.

Mais artes marciais… menos competições desnecessárias!

#aikidoes #mylifestyle #moreaikido

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E mais um final de semana de treinos acabou…

Mas já acabou!?

É impressionante como a rotina de um final de semana de seminário passa rápido. 

Do momento que buscamos o instrutor no aeroporto/rodoviária em sua chegada, ao momento que o deixamos lá novamente, muitas coisas acontecem, mas a sensação de tempo é diferente de um final de semana normal. Particularmente eu conto as horas em treinos, e a cada um que passa, sinto uma mistura de satisfação e tristeza; fico feliz por ter estudado e dado meu melhor no tatame, mas fico chateado por ter menos um treino para estudar.

Sei que muitos pensam o contrário, e contam quantos treinos ainda faltam pra terminar o seminário… Acho que é o mais normal! Eu que sou esquisito mesmo! rsrs

Este final de semana recebemos o instrutor Claudio Souza, 2º Dan, do Senshin Dojo – Campinas/SP. Fizemos 6 horas de treinos num calor infernal. Mas ao final, tenho certeza que todos gostariam de mais treino… e isso me deixa muito contente!

Agradecemos ao Sensei Claudio por ter aceitado nosso convite e pelo apoio do Senshin Dojo – Campinas na viabilização deste projeto. Foi ótimo tê-lo conosco neste final de semana de treinos. Obrigado pelas lições e pela atenção dedicada a nós!

Agradeço a todos que estiveram no tatame e se esforçaram para cultivar boas condições e um bom ambiente para os treinos!

E pra não perder o costume, algumas imagens né! =D

Valeu galera, vejo vocês no tatame!

Fotografia por: Jackson Correa.

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